Email do meu irmão:
Family,
assistindo a um vídeo idiota que o Dani me mandou (http://www.youtube.com/watch?v=WoQccz4VtJY), sobre um programa de TV estadounidense e estúpido (com o perdão da redundância), me surgiu uma dúvida bizarra.
O "programa" é um quiz com perguntas da primeira a quinta a série e sempre tem uma convidada que "disputa" com crianças do primeiro grau.
Óbvio que a graça é ver as antas falarem que Europa é um país e que nunca tinham ouvido falar em Budapeste, ou Hungria, antes do programa..
Machismo e escrotismo à parte, eis que num desses episódios a pergunta final do programa era uma da primeira série americana: Qual o único continente que é também um país?
A loira estúpida que estava respondendo ficou pasma - porque, pra ela, TODOS os continentes eram países (eu sei, é de chorar).
Mas o problema é que EU TAMBÉM FIQUEI PASMO! Porque, de acordo com que aprendi no meu primeiro grau, essa pergunta é infundada!!
Pensei de relance na Oceania, depois fui pra África (pensei: vai ver é o nome, África > África do Sul, vai saber..).
Forçando muito a barra, pensei: meu, será que os retardados acham que América é REALMENTE o nome do país deles?!
Bom, aguardei a reposta com a mesma ansiedade da anta participante.
*A plateia delirando de rir com a atitude de "eu passo" da nossa ilustre convidada, que preferiu não responder a tal ridícula pergunta da primeira série*
E, depois de um certo suspense, a resposta vem à tona: AUSTRALIA!
Fiquei indignado! Falei com o Dani, que também achou estranho, e fui procurar no Google (o pai dos burros e também pai de todos).
NIQUI, eu descubro que SIM, o continente, em inglês, também chama Australia!
Fiquei puto com isso!! Pô, não é convenção?? Não teria que ter um certo rigor científico em relação, pelo menos, aos NOMES DOS CONTINENTES?!
Quis ir a fundo na questão, mas a preguiça, aliada ao e-mail piscando aqui embaixo me alertando do job que tenho que entregar antes do almoço, não me deixaram..
Mas, como não há nada melhor do que a família pra tratar de questões mundanas estúpidas (vide a Sagrada), resolvi perder 15 minutos do meu precioso tempo para compartilhar essa descoberta com vocês.
Sintam-se livres para pesquisar e me contar tudo tim-tim por tim-tim num eventual almoço/jantar pago pelo Nelsera (brincadeira, pai!).
Seguem as fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Austr%C3%A1lia
http://en.wikipedia.org/wiki/Australia_(continent)
Um beijo a todos,
Pedro.
PS: outro motivo bem plausível para este e-mail é a chamada "procrastination", que vocês podem conferir melhor do que se trata aqui: http://www.youtube.com/watch?v=37wR_TWdVy0
sobre mim, sobre outros, sobre fatos, sobre sentimentos, sobre a vida, sobre tudo, sobre todas as coisas, sobre n coisas.
terça-feira, 10 de março de 2009
Sobre sincronicidade nº 2
Da Thaís, por email:
pega essa Ma, hj eu sonhei com vc.. sonhei que eu te dei um puta abraço e nao te largava mais... acordo, vc no meu twitter.. olho teu blog, que eu nao sabia que existia, e a primeira coisa que eu vejo é algo sobre sincronicidade...
Viram só como o lance acontece?
Maiores explicações com a minha mãe - porque eu não sei explicar.
pega essa Ma, hj eu sonhei com vc.. sonhei que eu te dei um puta abraço e nao te largava mais... acordo, vc no meu twitter.. olho teu blog, que eu nao sabia que existia, e a primeira coisa que eu vejo é algo sobre sincronicidade...
Viram só como o lance acontece?
Maiores explicações com a minha mãe - porque eu não sei explicar.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Sobre aprendizados que deixam o belo mais belo
E, depois da tentativa frustrada na quarta-feira de cinzas, eu consegui ver a exposição do Vik Muniz no MAM Rio no último fim de semana.
E quem me conhece sabe que eu A-DO-RO tudo o que o Vik Muniz faz.
(olha aí a dica de presente de aniversário)
E essa é a primeira individual dele tão grande assim.
E, no sábado, o MAM estava lotadaço. Mesmo.
E aí valeu o que eu aprendi com meu irmão. Exposição sempre acompanhada de música.
Então, no meu fone, Pink Martini - que aprendi com o Bruno e viciei.
Deu super certo.
Combinação absolutamente deliciosa.
Super recomendável.
Vou repetir a dose em abril quando a exposição vier pro Masp.
Alguém me acompanha?
E quem me conhece sabe que eu A-DO-RO tudo o que o Vik Muniz faz.
(olha aí a dica de presente de aniversário)
E essa é a primeira individual dele tão grande assim.
De novidade, uma série com trabalhadores do lixo.
O restante é aquilo que a gente conhece de outros carnavais. Tudo super bacana. Sempre.
E, no sábado, o MAM estava lotadaço. Mesmo.
E aí valeu o que eu aprendi com meu irmão. Exposição sempre acompanhada de música.
Então, no meu fone, Pink Martini - que aprendi com o Bruno e viciei.
Deu super certo.
Combinação absolutamente deliciosa.
Super recomendável.
Vou repetir a dose em abril quando a exposição vier pro Masp.
Alguém me acompanha?
quinta-feira, 5 de março de 2009
Sobre diálogos insólitos
[A Gio me pergunta se as coisas bizarras passaram a acontecer comigo depois que criei o blog. Na verdade, elas sempre aconteceram, mas agora eu tenho um blog para publicá-las.]
[E, é fato, minha vida é cheia de coisas surreais. Bom é que tem testemunha, provas e tudo o mais. Assim, não viro a Forrest Gump dos blogs, né?]
E tem todo esse lance de pessoas que começam a falar, emitindo suas opiniões sobre os mais diversos assuntos - super preconceituosas, em geral - sem ter a mínima ideia de quem é seu interlocutor.
Eu sempre me sinto enrascada nessas horas. Porque sou incapaz de concordar com o sujeito, tenho preguiça de discutir com gente imbecil e se falo o que penso, ainda corro o risco de comprar uma briga.
Então que estamos num táxi no Rio. Eu, Andi, Ester e Bruno.
E o motorista é dessas pessoas bem sem noção.
E ele começa a falar e falar e querer saber como é São Paulo, e que ele quer vir pra cá na balada. E pergunta se a gente gasta, tipo, uns 200 reais por noite na balada por aqui e tals.
E nós não somos, nem de longe, o tipo de gente que gasta 200 reais na balada...
Tentamos argumentar uma coisa ou outra, manter o diálogo educadamente.
Mas vai ficando difícil...
Então ele fala do Flamengo e do Corinthians e xinga o Ronaldo porque ele saiu com travestis. E xinga a namorada do Ronaldo que ficou com ele depois disso.
E tenta a comunicação: "Vocês, meninas, perdoariam seu namorado se ele tivesse saído com travestis??? Porque, claro, se fossem mulheres, a carne é fraca, o cara é homem e tal, mas travestis?!?!".
Eu tento um "É, meu caro, acho que não é bem assim. Acho que dá bem na mesma se são mulheres ou travestis e...".
Mas o motorista não quer ouvir a opinão sincera das meninas "Vocês não perdoariam, eu tenho certeza, porque isso é coisa de boiola".
Vai ficando cada vez mais difícil.
E então ele pergunta pro Bruno pra que time ele torce. O Bruno, ainda tentando manter o diálogo, responde que torce pro São Paulo, mas que, na verdade, ele nem curte futebol.
O motorista "Não curte futebol?!?! Não joga bola? Que esporte você pratica?"
Bruno "Ioga"
Motorista "Ioga?!?! E isso é esporte de homem?!?!"
O Bruno "Eu sou homem e faço ioga".
Tá ficando impossível, certo?
Pensam que o cara ficou constrangido?!?! Claro que não.
Ele emplaca outro assunto.
A mulher de um jogador que está jogando em algum lugar do Oriente Médio recebeu uma proposta de um sheik - ganharia um poço de petróleo para ficar com ele.
O motorista, para as meninas: "Podem falar a verdade, meninas, vocês não ficariam com o cara por um poço de petróleo? Hein? Fala. Claro que ficariam."
Nós, as meninas, sem nenhuma vontade de responder. A Ester tenta um "Claro que não".
O motorista "É claro que ficariam, porra, pensa só, um poço de petróleo e tal, é dinheiro pra toda vida, blábláblá".
O Bruno para o motorista: "Você ficaria?"
O motorista "Com uma mulher, por um poço de petróleo??? Claro que ficaria."
O Bruno não perdoa: "Não, não, com o sheik mesmo. Ficaria?"
Motorista, indignado: "Pô, cara, aí você me fode. Eu sou homem, pô, esse lance de bigode não é comigo, não..."
Deu, né?
Eu: "Moço, a gente desce aqui".
Motorista: "Mas tá longe..."
Eu "Aqui!".
E seguimos a pé o resto do caminho.
E a Andi - que se recusou a trocar meia palavra com o motorista durante todo o trajeto - "e o pior é que a gente sabe que ele ficaria com o sheik pelo poço de petróleo..."
[E, é fato, minha vida é cheia de coisas surreais. Bom é que tem testemunha, provas e tudo o mais. Assim, não viro a Forrest Gump dos blogs, né?]
E tem todo esse lance de pessoas que começam a falar, emitindo suas opiniões sobre os mais diversos assuntos - super preconceituosas, em geral - sem ter a mínima ideia de quem é seu interlocutor.
Eu sempre me sinto enrascada nessas horas. Porque sou incapaz de concordar com o sujeito, tenho preguiça de discutir com gente imbecil e se falo o que penso, ainda corro o risco de comprar uma briga.
Então que estamos num táxi no Rio. Eu, Andi, Ester e Bruno.
E o motorista é dessas pessoas bem sem noção.
E ele começa a falar e falar e querer saber como é São Paulo, e que ele quer vir pra cá na balada. E pergunta se a gente gasta, tipo, uns 200 reais por noite na balada por aqui e tals.
E nós não somos, nem de longe, o tipo de gente que gasta 200 reais na balada...
Tentamos argumentar uma coisa ou outra, manter o diálogo educadamente.
Mas vai ficando difícil...
Então ele fala do Flamengo e do Corinthians e xinga o Ronaldo porque ele saiu com travestis. E xinga a namorada do Ronaldo que ficou com ele depois disso.
E tenta a comunicação: "Vocês, meninas, perdoariam seu namorado se ele tivesse saído com travestis??? Porque, claro, se fossem mulheres, a carne é fraca, o cara é homem e tal, mas travestis?!?!".
Eu tento um "É, meu caro, acho que não é bem assim. Acho que dá bem na mesma se são mulheres ou travestis e...".
Mas o motorista não quer ouvir a opinão sincera das meninas "Vocês não perdoariam, eu tenho certeza, porque isso é coisa de boiola".
Vai ficando cada vez mais difícil.
E então ele pergunta pro Bruno pra que time ele torce. O Bruno, ainda tentando manter o diálogo, responde que torce pro São Paulo, mas que, na verdade, ele nem curte futebol.
O motorista "Não curte futebol?!?! Não joga bola? Que esporte você pratica?"
Bruno "Ioga"
Motorista "Ioga?!?! E isso é esporte de homem?!?!"
O Bruno "Eu sou homem e faço ioga".
Tá ficando impossível, certo?
Pensam que o cara ficou constrangido?!?! Claro que não.
Ele emplaca outro assunto.
A mulher de um jogador que está jogando em algum lugar do Oriente Médio recebeu uma proposta de um sheik - ganharia um poço de petróleo para ficar com ele.
O motorista, para as meninas: "Podem falar a verdade, meninas, vocês não ficariam com o cara por um poço de petróleo? Hein? Fala. Claro que ficariam."
Nós, as meninas, sem nenhuma vontade de responder. A Ester tenta um "Claro que não".
O motorista "É claro que ficariam, porra, pensa só, um poço de petróleo e tal, é dinheiro pra toda vida, blábláblá".
O Bruno para o motorista: "Você ficaria?"
O motorista "Com uma mulher, por um poço de petróleo??? Claro que ficaria."
O Bruno não perdoa: "Não, não, com o sheik mesmo. Ficaria?"
Motorista, indignado: "Pô, cara, aí você me fode. Eu sou homem, pô, esse lance de bigode não é comigo, não..."
Deu, né?
Eu: "Moço, a gente desce aqui".
Motorista: "Mas tá longe..."
Eu "Aqui!".
E seguimos a pé o resto do caminho.
E a Andi - que se recusou a trocar meia palavra com o motorista durante todo o trajeto - "e o pior é que a gente sabe que ele ficaria com o sheik pelo poço de petróleo..."
terça-feira, 3 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Sobre sincronicidade
De fato, eu tenho um milhão de coisas mais importantes sobre as quais comentar, mas eu acabo sempre comentando as coisas que me veem a cabeça quando eu paro para escrever.
Ou então eu paro para escrever quando eu quero muito falar sobre alguma coisa.
E este é o caso agora.
Desde que minha mãe me ensinou o lance da sincronicidade na física quântica, eu posso me surpreender com mais categoria com as coisas que me acontecem sempre e me sinto menos boba porque tenho uma explicação científica (?!?!) para meus sustos.
Então, que hoje, eu estou na sala da Carla - a administradora daqui - batendo um papo.
Vou chamá-la e sai um "Co" em vez do usual "Ca".
Estranho?
Mais ou menos estranho, porque é assim que eu chamo a Carla, minha amiga mais querida desde sempre. Mas essa troca de nomes, eu nunca tinha feito.
Então, ri e expliquei a confusão pra Carla (administradora) - que tinha mesmo achado estranho.
E voltei pra minha sala pensando na Carla (a amiga querida, não a administradora).
Pensando que tenho um mundo de novidades para contar pra ela, que minha vida mudou completamente desde a última vez em que nos falamos e que eu tô com saudade e que preciso falar com ela e todas essas coisas assim.
Aí, sento no computador.
Email novo no gmail.
De quem?
Ahhhh! (eu dei um grito, confesso!)
Da Carla (a amiga)!!!
Email da Carla, gente!
E ela nunca - nunca mesmo - me escreve.
Não é incrível?!?!?!?!
Eu acho incrível.
Ou então eu paro para escrever quando eu quero muito falar sobre alguma coisa.
E este é o caso agora.
Desde que minha mãe me ensinou o lance da sincronicidade na física quântica, eu posso me surpreender com mais categoria com as coisas que me acontecem sempre e me sinto menos boba porque tenho uma explicação científica (?!?!) para meus sustos.
Então, que hoje, eu estou na sala da Carla - a administradora daqui - batendo um papo.
Vou chamá-la e sai um "Co" em vez do usual "Ca".
Estranho?
Mais ou menos estranho, porque é assim que eu chamo a Carla, minha amiga mais querida desde sempre. Mas essa troca de nomes, eu nunca tinha feito.
Então, ri e expliquei a confusão pra Carla (administradora) - que tinha mesmo achado estranho.
E voltei pra minha sala pensando na Carla (a amiga querida, não a administradora).
Pensando que tenho um mundo de novidades para contar pra ela, que minha vida mudou completamente desde a última vez em que nos falamos e que eu tô com saudade e que preciso falar com ela e todas essas coisas assim.
Aí, sento no computador.
Email novo no gmail.
De quem?
Ahhhh! (eu dei um grito, confesso!)
Da Carla (a amiga)!!!
Email da Carla, gente!
E ela nunca - nunca mesmo - me escreve.
Não é incrível?!?!?!?!
Eu acho incrível.
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