Todo ano é assim: vai chegando maio e eu vou entrando numa fase super infernal.
Mil coisas dando errado ao mesmo tempo, sabem comé?
Pois então, sempre assim.
E eu demoro pra me dar conta de qual é o problema até que tenho o momento-descoberta:
É o inferno astral.
E ele sempre vem.
Mas o bom é que ele também sempre vai.
No aguardo, câmbio.
sobre mim, sobre outros, sobre fatos, sobre sentimentos, sobre a vida, sobre tudo, sobre todas as coisas, sobre n coisas.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Sobre o muito astral (ou mais sobre o bloquinho Saia de Chita)
Mais fotos, na realidade.
Créditos: Rafaela
Créditos: Rafaela
Uma parte dos ritimistas
Mais ritimistas
A nossa liderança
Vai bateeriiiiiiiiiaaaaaaaaaa!!!!!
Os agregados cariocas
Vista aérea
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Sobre pouco preparo e muito astral
Foi assim o bloquinho no Carnaval: pouquíssimo preparo e muito astral.
Saia de Chita (ou não saia) invadiu Santa Teresa mais uma vez no domingo de carnaval.
Segundo os jornalistas, 300 pessoas agregaram o bloco que contava com uma super bateria de... 5 instrumentos. Isso mesmo!!! 5!!! Ou seriam 6?
Eu toquei os caxixis. E o Valmir ajudou com um deles.
O Cotô na alfaia fez as vezes de surdo de primeira e de surdo de segunda e de surdo de terceira e de alfaia mesmo.
O Guiba segurou o samba na caixa.
O Marquinhos, no tamborim.
O Capiau ficou brincando com o pandeiro.
E o Gui Varella melodiando com o cavaco.
Também contamos com os agregados cariocas que fomos encontrando no caminho.
Alguns ajudaram e outros só atravessaram o samba mesmo.
Foi assim. Simples assim em termos de percussão.
Mas o que valeu mesmo foi a alegria da galera, cantando alto todas as marchinhas, sambas e outras invencionices que inventamos de puxar.
E as meninas da comissão de frente que foram um show à parte.
Pontos altíssimos do bloco:
No meio do bloco, a gente ainda inventou o hit do carnaval carioca. Cantar uma parte de "Máscara Negra" do Zé Keti abaixado.
Isso foi só a minha tentativa de pedir pra galera bater mais leve. Eu tentei pedir pro povo tocar mais baixo, assim baixinho, e tentando fazer mímica pra explicar isso pros ritimistas, eles iam me olhando e abaixando, abaixando e o bloco inteiro abaixou, antes de explodir gritando no "vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval".
Virou hit na hora. E a marca do bloquinho.
E o bonde!
O bonde chegou pra atravessar a galera. A gente até tentou dar passagem, mas a quantidade de pessoas por ali fugia totalmente a nosso controle. A galera do bonde já estava até sambando junto com a gente ali de cima.
Aí, o maquinista olhou, pensou, sambou, tentou, desistiu, deu ré e parou o bonde lá atrás. Fez todo mundo descer e ficou esperando nosso bloco passar pra continuar a viagem.
Foi cômico!
E a gente ficou mesmo comentando depois como dá certo quando a gente se junta com esse astral todo.
Antes de chegarmos lá, o Guiba estava todo preocupado porque a gente não tinha ensaiado nem meio minuto juntos e estávamos inventando de puxar o som de um bloco no meio do carnaval. E eu dizia "confia, você vai ver, vai dar certo. Sempre dá!".
E óbvio que deu, né?
Eu e o Gui Varella comentávamos ao final "tá vendo como dá certo? É só juntar todo esse astral que o negócio acontece. Com essa galera, não tinha mesmo como dar errado."
Pro ano que vem, a gente promete ensaiar, ou melhor..., a gente promete fazer um ensaio aberto, desfilando pelas ruas da Tucuna no pré-carnaval.
Será???
E pra quem não foi e quer saber como foi e pra quem foi e quer lembrar como foi, seguem umas fotinhos:
(tentei achar umas fotos que não identificassem ninguém, massss não deu. Então se sua imagem está aqui e você não quer que ela esteja, me escreva que eu tiro a foto na mesma hora, tá?)
Saia de Chita (ou não saia) invadiu Santa Teresa mais uma vez no domingo de carnaval.
Segundo os jornalistas, 300 pessoas agregaram o bloco que contava com uma super bateria de... 5 instrumentos. Isso mesmo!!! 5!!! Ou seriam 6?
Eu toquei os caxixis. E o Valmir ajudou com um deles.
O Cotô na alfaia fez as vezes de surdo de primeira e de surdo de segunda e de surdo de terceira e de alfaia mesmo.
O Guiba segurou o samba na caixa.
O Marquinhos, no tamborim.
O Capiau ficou brincando com o pandeiro.
E o Gui Varella melodiando com o cavaco.
Também contamos com os agregados cariocas que fomos encontrando no caminho.
Alguns ajudaram e outros só atravessaram o samba mesmo.
Foi assim. Simples assim em termos de percussão.
Mas o que valeu mesmo foi a alegria da galera, cantando alto todas as marchinhas, sambas e outras invencionices que inventamos de puxar.
E as meninas da comissão de frente que foram um show à parte.
Pontos altíssimos do bloco:
No meio do bloco, a gente ainda inventou o hit do carnaval carioca. Cantar uma parte de "Máscara Negra" do Zé Keti abaixado.
Isso foi só a minha tentativa de pedir pra galera bater mais leve. Eu tentei pedir pro povo tocar mais baixo, assim baixinho, e tentando fazer mímica pra explicar isso pros ritimistas, eles iam me olhando e abaixando, abaixando e o bloco inteiro abaixou, antes de explodir gritando no "vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval".
Virou hit na hora. E a marca do bloquinho.
E o bonde!
O bonde chegou pra atravessar a galera. A gente até tentou dar passagem, mas a quantidade de pessoas por ali fugia totalmente a nosso controle. A galera do bonde já estava até sambando junto com a gente ali de cima.
Aí, o maquinista olhou, pensou, sambou, tentou, desistiu, deu ré e parou o bonde lá atrás. Fez todo mundo descer e ficou esperando nosso bloco passar pra continuar a viagem.
Foi cômico!
E a gente ficou mesmo comentando depois como dá certo quando a gente se junta com esse astral todo.
Antes de chegarmos lá, o Guiba estava todo preocupado porque a gente não tinha ensaiado nem meio minuto juntos e estávamos inventando de puxar o som de um bloco no meio do carnaval. E eu dizia "confia, você vai ver, vai dar certo. Sempre dá!".
E óbvio que deu, né?
Eu e o Gui Varella comentávamos ao final "tá vendo como dá certo? É só juntar todo esse astral que o negócio acontece. Com essa galera, não tinha mesmo como dar errado."
Pro ano que vem, a gente promete ensaiar, ou melhor..., a gente promete fazer um ensaio aberto, desfilando pelas ruas da Tucuna no pré-carnaval.
Será???
E pra quem não foi e quer saber como foi e pra quem foi e quer lembrar como foi, seguem umas fotinhos:
(tentei achar umas fotos que não identificassem ninguém, massss não deu. Então se sua imagem está aqui e você não quer que ela esteja, me escreva que eu tiro a foto na mesma hora, tá?)
Créditos das fotos: Bruno Lupion.
Outros créditos importantes: Sertão e Pocai no apoio.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Sobre o carnaval 2010
Carnaval é no Rio, como sempre.
E esse bloco é imperdível:
Vejo vocês lá?
No myspace do Gui Varella tem o convite auricular (!!!) e a música do bloco, em versão para o Julio Iglezias.
Imperdível!
E esse bloco é imperdível:
No myspace do Gui Varella tem o convite auricular (!!!) e a música do bloco, em versão para o Julio Iglezias.
Imperdível!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Sobre as crianças e os diálogos
Eu tenho uma relação incrível com as crianças. Adoro!
Outro:
Larissa: “Mariiiina, o que Guilherme faz?”
Mais um, enquanto eles jogavam vôlei na piscina e a Larissa (que a gente apelidou de Felícia, por ser assim um tanto sem noção), jogava e esperava uma levantada qualquer para cortar a bola com toda a força, na nossa cara...:
Larissa: “Guilhééérme, tu acha que eu jogo bem?”
Elas comentaram algo sobre a novela e eu não entendi.
E sobre São Paulo:
Larissa: “meu sonho é ir pra São Paulo pra ir na Globo”
E no dia do show da Ivete Sangalo (esse dia merece um post à parte, que um dia eu publico aqui; por enquanto, fica o diálogo):
A gente desce do quarto, depois de termos fingido que não as ouvimos batendo na nossa porta.
Se elas são pequeninas, eu brinco com elas horrores, até me acabar e sair descabelada, suja e exausta, como os sobrinhos do Gui bem podem provar.
E se elas já são mais grandinhas, além de brincar, eu engato nos papos mais incríveis, como esses que vou narrar agora.
Passamos férias em Pernambuco e uma de nossas paradas foi Tamandaré, que fica ao lado da paradisíaca Praia de Carneiros e que é, vamos dizer, um paraíso assim mais popular.
E na piscina da pousada, em que eu me jogava à noite na volta da praia enquanto esperava o Gui tomar banho no quarto, eu conheci umas meninas en-gra-ça-dís-si-mas.
E a gente jogava bola e conversava e conversava e conversava tanto que eu até esquecia que tinha que tomar banho e o Gui quase tinha que ir lá me resgatar.
E a gente jogava bola e conversava e conversava e conversava tanto que eu até esquecia que tinha que tomar banho e o Gui quase tinha que ir lá me resgatar.
Eram a Rebeca, com seus 12 anos, a Larissa, com 11, a Emily, com 6, e outras meninas que não são tão protagonistas da história. E elas gostavam tanto de mim que toda vez que eu as via (e elas sempre, sempre, estavam na piscina), elas soltavam um “Mariiina, tu num vem banhar, não???”, no sotaque mais delicioso do mundo.
Pois bem.
Eu, chegando da praia
Larisa: “Mariiiiina, tu não vai banhar, não?”
Marina: “Vou, sim, tô subindo pra isso.”
Larissa: “Não, banhar aqui com a gente”
Aí, eu fui.
Aí, eu fui.
Outro:
Larissa: “Mariiiina, o que Guilherme faz?”
eu: “é professor”
Larissa: “professor de quê?”
eu: “de Economia”
Emily: “e o que é isso?”
Larissa: “ele ensina as pessoas a economizar, essas coisas...”
E eu me acabei de rir e depois ainda fiquei tentando formular uma resposta para explicar o que é Economia.
Mais um, enquanto eles jogavam vôlei na piscina e a Larissa (que a gente apelidou de Felícia, por ser assim um tanto sem noção), jogava e esperava uma levantada qualquer para cortar a bola com toda a força, na nossa cara...:
Larissa: “Guilhééérme, tu acha que eu jogo bem?”
Gui: “Acho. Acho que você deve investir nisso”
Larissa: “Então, tá bom. Pode jogar que eu vou cortar”
E aí, ela nem se esforçava para jogar mais, era só a bola chegar nela que ela cortava com tudo.
E outro mais:
E outro mais:
Elas comentaram algo sobre a novela e eu não entendi.
Larissa: “você não vê a novela X, não?”
eu: “não, nunca vi”
Larissa: “e a novela Y, vê?”
eu: “também nunca vi”
Larissa: “você não vê novela nenhuma, é?”
eu: “eu não. Eu não vejo TV”
Larissa: “não tem TV em São Paulo, é?!?!?!”
eu: “tem TV, eu tenho TV, mas não vejo”
Larissa: “não vê TV... mas o que você faz???”
eu: “ah, outras coisas, leio livro, uso o computador...”
Larissa, super intrigada, dá uma olhada pro lado, uma pensada: “tem TV só pra Guilherme, é?”
E eu morro de rir.
E sobre São Paulo:
Larissa: “meu sonho é ir pra São Paulo pra ir na Globo”
eu: “aonde?”
Larissa: “na Globo, sabe nos estúdios das novelas? Você conhece a Globo?”
eu: “conheço”
Larissa: “já entrou lá, é?”
eu: “ah, não. Só passei em frente”
Larissa: “meu sonho é ir lá. É tão liiiindo...”
eu: “mas tem tanta coisa legal pra fazer em São Paulo... Coisas mais legais do que a Globo, tipo museu, teatro, cinema, parques...”
Larissa, pensativa: “é. Tudo isso também, mas eu quero ir na Globo”
E no dia do show da Ivete Sangalo (esse dia merece um post à parte, que um dia eu publico aqui; por enquanto, fica o diálogo):
A gente desce do quarto, depois de termos fingido que não as ouvimos batendo na nossa porta.
Rebeca: “Vocês não vão no show de Ivete, não?”
eu e Gui, como uma cara de eca: “não, a gente não gosta da Ivete”
Rebeca: “não gostam de Ivete?!?! Ela tá tãããão linda, de vermelho... Vocês não tavam vendo lá do quarto de vocês, não?”
(não dava pra ver, mas era como se a Ivete estivesse cantando aos berros dentro do nosso banheiro)
eu e Gui: “Não, não dá pra ver de lá”
Rebeca: “daqui dá pra ver, é só subir ali naquelas cadeiras”
eu e Gui: “mas a gente vai sair pra comer”
Rebeca: “dá pra ver tudo daqui, a gente viu uma mulher que desmaiou”
Larissa: “É, a gordinha diiirrrrmaiou quando viu Ivete (e imitou a gordinha saindo carregada)
E eu e o Gui caímos na gargalhada.
E da nossa amizade surgida na piscina, a gente virou uma referência de mundo adulto e de São Paulo para elas. Massss, um pouco fora do padrão, né?
E o Gui passou o resto da viagem rindo dessas histórias e dizendo que a gente abalou todos os paradigmas dessas meninas.
Coitadas...
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Sobre o ano que passou
2009 foi um ano e tanto.
Começou com a explosão dos fogos, que eu narrei aqui, e desde aquele momento, eu e a Ester tínhamos dito que 2009 teria o lema “de tédio não”, sinalizando que, em 2009, de tédio, a gente não morreria.
Começou com a explosão dos fogos, que eu narrei aqui, e desde aquele momento, eu e a Ester tínhamos dito que 2009 teria o lema “de tédio não”, sinalizando que, em 2009, de tédio, a gente não morreria.
E, de fato, o ano não foi nada entediante. Nada, nada.
Foi mesmo uma loucura!
Começou explodindo. E eu voltei do réveillon com mil angústias para resolver por aqui. Tudo meio de ponta cabeça.
E logo, as mudanças.
E as grandes mudanças quase me deixaram doida. De ponta cabeça.
Mas mudar é bom e depois que se muda, a sensação é de um mundo novo que se abre.
E foi se abrindo.
E eu fui aprendendo.
E, aos poucos, fui resolvendo as coisas que precisavam ser resolvidas, não todas ao mesmo tempo, mas cada uma a seu tempo.
E no meio do ano, virou tudo de ponta cabeça de novo com as notícias que chegaram. Com quem chegou por aqui. E com as decisões.
Aí, algumas se resolveram. Outras ficaram por resolver.
E ficam as dores do que não se resolveu.
E aí, trabalho, trabalho, trabalho, e quando eu vi já tinha trânsito na Paulista para ver luzes de natal.
E eu me dei conta de que o ano passou e um milhão de coisas aconteceram e que o tempo passou rápido demais e que eu precisaria de pelo menos mais um mês para conseguir fechar tudo que precisava ser fechado.
Mas eu não tinha mais um mês em 2009...
E no fim do ano, quando está tudo corrido, insano, vem mais uma notícia pra deixar tudo de ponta cabeça. De novo.
Enfim.
2009 foi um ano muito intenso.
De muitas viagens.
De muita responsabilidade.
De muitas confusões.
De muito aprendizado.
De muito, muito trabalho.
E de 2009, eu levo muita coisa boa e duas tristezas.
E o desejo de resolvê-las em 2010.
E 2010 começa com muito trabalho, algumas pendências, mil planos e o ânimo do começo do ano, que já faz toda a diferença.
Conversando com a Ester no fim do ano passado, ela disse que para 2010 o lema tem que ser “eu quero a sorte de um amor tranquilo”. E eu comprei a ideia-força do lema.
E assim vai ser 2010.
O ano do amor tranquilo.
Ou pelo menos é assim que eu quero que seja...
Bom, até agora, estou no caminho certo porque foi assim que começou.
Com o pé no mar, deixando ir 2009 e chegar 2010, com as ondas que vão e vêm.
Tranquilamente, de mãos dadas em Pernambuco.
Feliz ano novo!
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Sobre os taxistas e os assuntos
Eu pego muito táxi. Indo e voltando de aeroportos, eu sou usuária de táxis em São Paulo, no Rio e em Brasília.
E eu fico fazendo minhas análises sobre os taxistas.
Por exemplo, taxistas em geral adoram falar sobre o “ser taxista”. Podem verificar, é só puxar esse tema, que eles contam por horas todas as peripécias da profissão.
E tem os temas específicos de cada lugar:
Os taxistas do Rio adoram conversar. A-do-ram. Sobre todo e qualquer assunto, mas especialmente sobre o Rio. Maior orgulho que os caras têm da sua cidade.
Os taxistas de Brasília também adoram falar de Brasília, mas é em outro contexto, ressaltando como Brasília é diferente de outros lugares. Os taxistas de Bsb não nasceram lá, em geral, então o papo sempre começa com o quando eles chegaram lá. Eles também são bem curiosos sobre São Paulo e fazem mil perguntas, se você deixar.
Os taxistas da terra da garoa, por sua vez, gostam de falar do trânsito. Ê, assuntinho... Mas, em compensação, se você tem que tomar um táxi e não tem vontade de conversar, o melhor lugar para se fazer isso é mesmo em São Paulo. Aqui, os taxistas, em geral, não puxam papo e respeitam solenemente o seu silêncio.
Mas observem: em geral. Sempre tem uma ou outra exceção, como a que eu conto agora.
Semana passada, voltando de Brasília, tomo o táxi em Congonhas. Depois de horas de aeroporto fechado por conta da chuva, chego em Sampa às dez da noite. Feliz, porque nesse horário não há mais trânsito, mas imensamente cansada por conta das horas de atraso. Nesse contexto, conversar com o taxista não estava nos meus planos.
Mas ele queria conversar. E como!
E ele inventou vários assuntos na tentativa de dialogar comigo.
E ele conseguiu errar em absolutamente todos os assuntos que ele tirou da cartola. To-dos.
E para vocês que me conhecem, podem ir imaginando a minha cara para cada pérola do taxista.
Vão vendo:
Eu entro no carro e ele fala que tinha acabo de ficar 4 horas no trânsito indo e voltando de Alphaville. (1º assunto errado: eu odeio falar de trânsito). E segue com o ainda bem que ele tem um aparelho de DVD em seu carro – e abre a engenhoca que se destaca no painel do carro (2º assunto errado: me impressiono zero com o aparelho). E nesse tempo todo de trânsito, ele conta que viu um filme quase inteiro, tirando a capinha do filme do porta-luvas, um sucesso policial super famoso que, obviamente, eu não conhecia (3º assunto errado: eu não vejo filmes policiais).
Sem sucesso na primeira empreitada.
“De onde você está vindo?”. “De Brasília.” “Puts, mas não é política, não, né?” (4º assunto errado: falar mal de política).
Sem resposta minha, ele “porque esse povo da política é foda. Você viu a Soninha?” “O que tem a Soninha?”. Indignado: “Ela é a favor da legalização das drogas!” (5º assunto errado: eu sou a favor da legalização das drogas).
E altas divagações dele sobre as drogas e narra uma trágica história familiar (6º assunto errado: lições de moral).
Um ou outro comentário meu sobre a necessidade de legalizar as drogas uma vez que as políticas repressivas não dão conta do problema, mas ele não estava ouvindo, obviamente.
“As pessoas usam drogas para fugir de seus problemas, em vez de resolver. É só fugir. Tipo ir no psicólogo... Você não é psicóloga, não, né?". Silêncio da minha parte. "Eu acho um absurdo ir no psicólogo para falar de seus problemas. Como um estranho vai saber resolver seus problemas melhor do que você?!?!” (7º assunto errado: falar mal de psicologia).
[vocês estão imaginando a minha cara???]
Um comentário meu sobre o método na psicologia. Sem efeito. Ele: “É tipo o que dizia um professor que eu tinha na escola. Um bichooooola, mas ele era legal. (8º assunto errado: homofobia).
O professor dizia algo sobre tomar calmantes para dormir em vez de resolver os problemas, mas, aí, eu já não estava mais ouvindo. Eu só estava pensando que quando chegasse em casa, precisava registrar esse diálogo...
E pensando que só faltava algo do tipo pena de morte para eu dar um grito.
E quando eu parei de interagir, ele “Moça, desculpa, eu estou falando muito, não é?”. “Não, moço, sem problemas” e, graçasadeus!, já estávamos do lado de casa.
Para terminar, ele abre a agenda e me mostra a foto da esposa e das duas filhinhas. “Lindas, né?” (9º assunto errado: mostrar fotos de família para estranhos).
“Lindas, moço, parabéns pela bela família” e saio do carro pensando em anotar modelo e placa para não correr o risco de pegá-lo outra vez.
[essa história do taxista me lembrou outro dia em um táxi em Bsb. Era o primeiro dia da moça motorista do táxi. Primeiro dia como taxista. Mas parecia também que era o primeiro dia dela em Brasília. E talvez o primeiro dia dirigindo um carro. Um terror! Estávamos em 5 no táxi. E o Zé Marcelo, que estava na frente, foi o responsável por indicar o caminho e - mais importante - acalmar a moça. Eu me acabei de tanto rir. E me acabei no maior esforço para rir por dentro. Pra não piorar ainda mais.]
[eu ando sem escrever aqui por total falta de tempo. Total.]
Assinar:
Postagens (Atom)












