domingo, 5 de abril de 2009

Sobre telefones e o destino n. 2

[essa eu mandei pro Og por mensagem de texto]

Quarta de manhã. Aeroporto de Vitória-ES. No saguão. Esperando o motorista. O quê?
O orelhão!
Juro mesmo.

(E ninguém atendeu. E o orelhão tocou e tocou. O Og mandou eu me manter longe. E eu obedeci.)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Sobre sincronicidade nº 3

Faz uns mil anos que eu não tenho notícia do Gustavo.
Eventualmente, recadinhos no orkut ou um ou outro email.

Mil anos.

Então que na terça da semana passada, ele me escreve um email bem gordo. Contando da vida. E contando umas histórias surreais que acontecem com ele e das quais ele lembrou quando leu este blog.
Muita risada com o email dele, mas sem nem meio tempo pra responder, deixo marcado com estrela pro dia seguinte.

Na quarta, o dia seguinte, passo o dia fora do escritório, em um seminário. E saio para almoçar por ali ao lado - num restaurante em que já fui várias vezes.
E, então, quem está almoçando por lá?

É. O Gustavo.

Sério mesmo.

[e a Rê fica sempre reclamando do meu absoluto ceticismo em relação a essas coisas. Mas eu tenho mesmo que dar o braço a torcer. Porque esse lance acontece sempre - sempre! - comigo.]

[Rê, ok, vou passar a confiar mais na minha intuição. Será que o próximo passo vai ser fazer meu mapa astral anualmente???]

sexta-feira, 20 de março de 2009

Sobre o analfabeto secundário

Email do Du:

Meus caros,

O verbete abaixo foi retirado da página 43 do livro “Dicionário Crítico de Política Cultural”, do professor Teixeira Coelho, da ECA/USP.
Qualquer identificação entre o analfabeto secundário tal como por ele descrito e boa parte das pessoas desse Brasil brasileiro é apenas imaginação de vocês.
Esse analfabeto secundário deve ser coisa da Suécia, da Noruega (ou da Islândia, pensando bem...).

Beijos e abraços
Duza


Analfabeto secundário “Indivíduo alfabetizado, com um grau de informação que pode variar do mais baixo ao mais especializado, capaz de decodificar informação visual e de servir-se de terminais eletrônicas, familiarizado, em suma, com as condições de existência num grande centro urbano contemporâneo, mas desprovido de uma visão cultural mais ampla de sua própria vida e do contexto social. É o produto de uma economia que não tem mais problemas de produção e sim de vendas, que não mais necessita de reservas de mão-de-obra pouco ou nada qualificadas e analfabetas, mas de consumidores qualificados a movimentar-se pela parafernália contemporânea. Caracteriza-se o analfabeto secundário por ter sua atenção desviada por trivialidades (os pseudo-eventos criados pela televisão, como as novelas, competições esportivas, etc.), orientar-se por uma sucessão de entretenimentos vazios e receber informações políticas sob a forma de comunicação espetacularizada. Próprio dos períodos em que o povo se transforma em público (o grifo é do autor), o analfabeto secundário é contemporâneo de uma época cuja cultura perdeu quase todo traço distintivo e deixou de ser prioridade pública. O analfabeto secundário não se encontra apenas nas camadas mais desfavorecidas da população: longe disso, integra, também, em proporção amplamente majoritária, os quadros da elite econômica e política. Sua mídia ideal é a televisão (esse grifo é meu)”

E a minha resposta é que isso é coisa da Suécia, da Noruega, da Islândia e do Brasil também.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Sobre as atividades do cotidiano do trabalho nº 2

E eu não deixo de me surpreender com as coisas que podem acontecer quando se está trabalhando.

Vocês cantam o hino nacional em reuniões de trabalho???
Então, comecem a fazer reunião com a PM.

E é o hino inteirinho. Mesmo.
Não é aquela coisa tipo abertura de campeonato de futebol, ou jogo da seleção que só canta a primeira parte, não.
Com a PM, você chega no "Deitado eternamente em berço esplêndido" e vai em frente.

E os policiais cantam tu-di-nho. Em voz beeem alta.

E pra quem ainda não sabe a letra inteira, podem ir decorando (pra caso surja uma reunião com a PM, ou pra próxima Copa, sei lá).



HINO NACIONAL

Parte I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!

Parte II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores."

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula-
"Paz no futuro e glória no passado."

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!

Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva


By the way, eu sei cantar o hino inteiro e não passo vergonha na frente da polícia! Rá!

terça-feira, 17 de março de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009

Sobre dicas culturais

Eu adoro dividir as coisas bacanas que descubro. E dou um monte de dicas, das coisas que tem tudo a ver comigo e das que eu acho que tem a ver com os outros.
E quando eu vejo algum filme, peça ou exposição que eu acho a cara de algum amigo ou amiga, eu indico e fico falando mil vezes e insistindo até que a pessoa se rende e vai ver o que eu recomendei. Ou não vai e nunca mais fala comigo (será?).
Ok, chata, mas em geral, eu acerto na dica e a pessoa fica feliz pela recomendação (menos com o meu irmão. Com ele, eu sempre erro e já aprendi e não recomendo mais nada. Ou será que meu irmão só não gosta porque fui eu que recomendei??? Vai saber esse lance de irmãos... Ok, análise.).

Então, que recebo email da Renata hoje dizendo que foi ver Avenida Dropsie porque eu indiquei e que adorou!
E eu mesma fui re-re-rever ontem e ainda vou denovomaisumavez porque quero levar um querido que precisa ser arrastado para ir.

Exagerada!, admito, mas fica a dica.

Serviço (porque a dica é profissa - chupinhado do Guia da Folha):
E a Sutil faz 15 anos e quem ganha é você! (essa é pra Gio!)
AVENIDA DROPSIE Texto: Will Eisner. Direção: Felipe Hirsch. Com: Guilherme Weber, Leonardo Medeiros, Magali Biff, Maureen Miranda e outros. 110 min. Não recomendado para menores de 14 anos. O espetáculo, que integra a mostra de 15 anos da Sutil Companhia de Teatro, é uma recriação do universo melancólico do quadrinista Will Eisner. Centro Cultural Fiesp - Teatro Sesi Paulista - av. Paulista, 1.313, Bela Vista, região central, tel. 3146-7405. 456 lugares. Sex. a dom.: 20h. Até 5/4. Ingr.: R$ 10.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Sobre meios de transporte

Este sábado tem mais uma bicicletada pelada aqui em Sampa.

Bruno e Alê foram na de 2008 e já confirmaram presença neste ano.
Eu disse que vou a pé para dar um alô.
Mas o Bruno mandou ir de bicicleta, mesmo que de roupa.
Prometi que vou tentar.

Mas indo ou não, eu super apoio e divulgo o movimento.

E, podem acreditar!, agora que eu moro na Paulista eu ando mesmo é a pé. De verdade.
Vocês imaginam meu desapego?!?!
Ok, ok, não vendi o carro, admito.
Mas eu ando a pé e de transporte público e uso o carro muito, muuuuuito menos.
Para vocês verem, todos os dias, eu venho trabalhar de ônibus e volto de metrô.
Então, podem comemorar a saída do meu carro de circulação nos horários de rush de nossa querida cidade!
Quem sabe logo logo eu não adoto a bicicleta, não?

Bom, para animar, os vídeos da bicicletada pelada de 2008:
(o Bruno aparece 2 vezes no segundo vídeo. Lá pelos 2 minutos, dizendo "liberdade" e lá pelos 5, pedalando - nessa última, você só vai reconhecer se conhecer bem as coxas do Bruno, hehe...)






E estar pelado em cima de uma bicicleta tem um sentido. É para mostrar aos motoristas como os ciclistas se sentem em meio aos muitos carros no trânsito caótico da cidade.

E estar pelado chama a atenção para o ciclista.

Então, para quem tá interessado, a bicicletada pelada de 2009 acontece no sábado (dia 14) e começa às 14 horas, lá na Praça do Ciclista (Paulista X Consolação).