sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Sobre as coisas que aprendi com Alice

Anda mesmo tudo meio fora da órbita e - por falta de internet na casa nova do trabalho - eu tenho trabalhado na minha casa boa parte do dia. E trabalhar em casa exige uma disciplina que eu não tenho, ou que ainda não descobri em mim.
E aí que eu fico fazendo um milhão de coisas outras e quando olho pro relógio e são quase seis da tarde, me bate um desespero porque não trabalhei nada e começo a trabalhar como uma doida.
Não, não é saudável.

Mas o que isso tem a ver com a Alice?
É porque na hora em que não estava efetivamente trabalhando, engatei numa conversa via gtalk. E estava lá dizendo várias coisas que não sei bem se era bem o que eu pensava.
Aí, me lembrei da Alice:

"- Eu digo o que penso - apressou-se Alice a dizer. - Ou pelo menos... pelo menos penso o que digo... é a mesma coisa, não é?
- Não é a mesma coisa nem um pouco! - protestou o Chapeleiro. Seria o mesmo que dizer que 'Vejo o que como', é o mesmo que 'Como o que vejo'.
- Seria o mesmo que dizer - acrescentou a Lebre de Março - que 'Gosto daquilo que consigo' é o mesmo que 'Consigo aquilo de que gosto'.
- Seria o mesmo que dizer - acrescentou o Leirão, parecendo falar enquanto dormia - que 'Respiro quando durmo' é o mesmo que 'Durmo quando respiro'."

Não é, né?

E agora no instante em que estou escrevendo sobre a Alice do país das maravilhas, a Alice da minha vida real aparece.
Bacana, não?
Hora da breja.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Sobre a descoberta do ano

E desde que eu criei este blog, meus amigos que me acompanham na vida real e na virtual comentam cada coisa que acontece com um "essa vai pro blog". E as coisas vão acontecendo e algumas mais surreais que as outras e, no fim, eu esqueço de colocar um monte de coisa bacana no blog.

Então, ontem, tomei um puxão de orelha do Guiba porque esqueci de colocar aqui a descoberta do ano.

Pois é, meus caros, o ano mal começou e a Ester já fez a descoberta de 2009 - até que ela seja superada por outra descoberta que mereça a alcunha de "descoberta do ano", como o recorde de trânsito ou o dia mais quente do ano (by the way, boas verdades provisórias - "Hoje foi o dia mais quente do ano" ou "São Paulo registra o recorde de congestionamento do ano").

Digressões à parte, a Ester fez a descoberta do ano!
Ela descobriu o ingrediente secreto da fórmula da cerveja Bohemia.
E como eu sou iconoclasta, eu vou contar para vocês: lichia!
Lichia?
Éééééé, lichia!
Sabem aquela frutinha rósea, pequenina, com uma carinha meio espinhuda? Essa aqui embaixo?


Então, a Bohemia tem lichia.

Podem comprovar!

A Ester descobriu o ingrediente secreto da Bohemia no samba na madruga de sexta e devo dizer que ninguém deu muito crédito à sua descoberta - apesar de eu e o Duza termos provado e comprovado o gosto de lichia na Bohemia que ela tinha acabado de pedir.
Massss... como a breja em questão não era a nossa primeira, ou sequer a quarta, da noite, achamos por bem guardar a descoberta em nosso círculo de amizade, uma vez que o gosto de lichia da cerveja poderia facilmente derivar do mal acondicionamento da garrafa ou da nossa falta de paladar àquela altura do championship.

E, no sábado, em Campinas, com a minha primeira lata de cerveja, bem acondicionada, gelada na medida, eu faço o teste e...
Esteeeeer, tem mesmo lichia na Bohemia!!!

E todo mundo prova e comprova!

Taí, AmBev, InBev, ou seja lá como se chame o monopólio mundial de cerveja atualmente, a Ester descobriu o ingrediente secreto da Bohemia. E eu conto pra todo mundo merrrrrmo. Rá!


E ontem, no escritório, a Isa está contando uma história.
E eu, intrigada, "Isabela, por que eu tenho a impressão de que já ouvi essa história?".
E ela "porque eu te liguei no sábado à noite e te contei tudo isso, Marina".
Êêêêêêê, lichia!

Sobre Durkheim

Existe teoria para a prática reiterada de suicídio?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sobre o avesso do avesso do avesso do avesso

E é segunda-feira, e depois de celebrar de uma forma beeeem paulistana (com show no Sesc seguido de pizza nas melhores companhias) o aniversário de São Paulo no domingo, eu chego para trabalhar no centro.

Por razões econômicas - e afetivas - meu carro fica estacionado na SanFran, então o trajeto até a nova casa, o Pátio do Colégio, é feito caminhando.

Não, não, eu não quero vender ouro, "obrigada", nem fazer uma avaliação gratuita das minhas jóias, "obrigada", também não quero o papel da Ótica, ótica, ótica, "obrigada", e nem busco emprego, "obrigada, homem-placa".
Mas que DE-LÍ-CIA ouvir tudo isso de novo a caminho do trabalho!

Os caras todos devem ter me achado uma doida, recusando, com a cara mais feliz do mundo, todos os papéizinhos que me ofereciam pelo caminho. Doida, ou turista, vai saber.

Mas independente das impressões que fui deixando, a verdade é que fiquei com o melhor humor do mundo de caminhar por ali, passando pelo Largo, pela José Bonifácio, pela XV de Novembro, pela São Bento, pela Praça da Sé.
E eu até convenci a galera a ir almoçar no Asia House - "arigatô, sei lá o que" (alguém sabe o que aquele trocinho diz?) -, na Rua da Glória, para comemorar a volta ao centro.
E decidi que vou fazer um caminho diferente por dia, só pra aproveitar o centro ainda mais.

Porque o centro de São Paulo é um dos meus lugares preferidos no mundo!

No centro, a poesia concreta das esquinas é ainda mais dura.
E as meninas são ainda mais discretamente (ou nem tanto) deselegantes.
E os edifícios são mais bonitos e dão a impressão de que existe alguma harmonia arquitetônica por aqui.
E a desiguldade da nossa metrópole fica estampada bem na nossa cara.
E tem todo o charme de estar no centro de tudo.
Porque o centro é a essência babilônica da metrópole que é o avesso do avesso do avesso do avesso.
E eu tô de volta ao centro! Iupie!!!

E pra comemorar a volta ao centro, o aniversário de São Paulo e fazer propaganda de um fotógrafo que eu super admiro e super recomendo e que, numa dessas casualidades da vida, vem a ser meu irmão:

Pedro Menezes - Fim de expediente, 2007, da série "Cidade Luz" - fotografia digital


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Sobre o momento atual

Estou com medo de ser colocada numa dessas caixas com etiquetas cinzas que indicam as coisas que são da sala da Marina.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Sobre a janela lateral

Daqui eu não vejo nem igreja, nem muro branco, nem grade ou velho sinal.
Mas já vi outras várias coisas como:
- a reforma do apartamento do quarto andar do edifício em frente
- vários acidentes entre carros e motos
- briga de um casal com agressão à mulher e prisão em flagrante
- a seleção feminina de vôlei no tour pós-olímpico
- alguns hóspedes nus do hotel em frente
e outras tantas mais.

É a paisagem da janela do meu trabalho.

Mas agora, enfim, meu trabalho vai mudar de lugar.
Não, não, não vou mudar de trabalho. É o trabalho que vai mudar de casa, mesmo.
Vamos deixar a gloriosa Rua Augusta para nos instalarmos no Pátio do Colégio.

Não que aqui seja assim o melhor lugar do mundo para se trabalhar – longe, beeeem longe disso – mas fato é que trabalhar na Augusta (e pode guardar a piadinha infame!) tem o seu charme.

Afinal, estar a 2 minutos de distância dos melhores cinemas de São Paulo é um luxo só.
E na Mostra de Cinema, ainda dá pra comprar ingresso para todo mundo na hora do almoço.
E poder sair do trampo tarde da noite e cair na balada automaticamente é uma facilidade sem preço.
E aqui do lado tem o Piolin com um rodízio de massas para morrer de comer na hora do almoço pagando só 12 reals.
E a Soroko, pros dias de calor.
E o Bologna pra matar a fome do meio da tarde com os melhores salgados de preços salgados de São Paulo.

E agora que eu enumero as milhões de vantagens em trabalhar aqui, o trabalho vai mudar, a paisagem vai mudar.
Da janela, o pátio do colégio e a fundação dessa babilônia em que vivo.

E eu que andava toda feliz e serelepe de voltar pro centro da cidade, agora que vou mudar merrrrmo, estou sentindo uma saudade danada da Augusta...