(mas dessa vez são uns russos menos trágicos que Dostoievsky)
Enfim, chegou à Sampa a exposição Virada Russa, com boas obras da coleção do Museu de São Petesburgo.
Cheinho de Maliévitchs para o deleite da Mari que tem a sua clássica série suprematista tatuada nas costas.
(Mari, vá lá ver urgente!!!)
Eu já tinha visto no CCBB de Brasília, ao som de Regina Spektor, pra compor. E já tinha a-ma-do.
Hoje, aproveitei a tarde livre que eu ganhei, porque o servidor precisava ser trocado lá no escritório, e fui ver de novo.
No CCBB de São Paulo. Ao som de Arnaldo Antunes (em quem eu viciei por culpa do Guiba), que não é russo, mas também deu jogo.
Super recomendo.
E acompanho.
Porque, até o dia 15 de novembro, eu ainda vou ver denovomaisalgumasvezes.
e se eu tivesse mais tempo, eu publicaria aqui as imagens de algumas obras...
pensamento constante para ver se realiza: um dia eu vou ter mais tempo.
Haha.
sobre mim, sobre outros, sobre fatos, sobre sentimentos, sobre a vida, sobre tudo, sobre todas as coisas, sobre n coisas.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Sobre Raskolnikov
Outro dia, eu tive um sonho. Ou melhor, um pesadelo.
Era algo meio Dostoievsky.
Sonhei que o Bruno tinha matado uma mulher. E que eu e a Ester sabíamos.
Mais do que isso, eu e a Ester tínhamos incentivado o assassinato.
Não me perguntem quem era a mulher - eu não sei -, mas ela tinha alguma coisa que representava algum problema e ela faria alguma revelação que foderia a vida do Bruno.
Aí, eu e Ester tínhamos sugerido que o Bruno resolvesse o assunto. E a mulher apareceu morta.
O meu sonho começou nos pós assassinato. Nós numa casa de praia, à la congresso interno.
Uma galera. Um certo pânico instalado. Todo mundo querendo comentar o assunto e eu e Ester trancadas no banheiro pensando na nossa responsabilidade e no que fazer com isso.
Momentos de tensão absurdo. Pensamos em chamar o Bruno. A Ester só chorava e depois dava uma racionalizada meio surtada (acho que eram duas Ester). E na tensão master, alguém bate na porta, pede pra falar com a gente e eu acordo. Fim.
Bizarro, né?
Levei pra análise no dia seguinte de manhã.
E minha analista: "por que será que você sonhou com o Bruno?".
Ok, a psicanálise não serve para interpretar sonhos.
A interpretação que fica por minha conta: tenho que terminar de ler Crime e Castigo para ver como acaba a história desse maldito Raskolnikov. Não saber, me causa pesadelos...
Era algo meio Dostoievsky.
Sonhei que o Bruno tinha matado uma mulher. E que eu e a Ester sabíamos.
Mais do que isso, eu e a Ester tínhamos incentivado o assassinato.
Não me perguntem quem era a mulher - eu não sei -, mas ela tinha alguma coisa que representava algum problema e ela faria alguma revelação que foderia a vida do Bruno.
Aí, eu e Ester tínhamos sugerido que o Bruno resolvesse o assunto. E a mulher apareceu morta.
O meu sonho começou nos pós assassinato. Nós numa casa de praia, à la congresso interno.
Uma galera. Um certo pânico instalado. Todo mundo querendo comentar o assunto e eu e Ester trancadas no banheiro pensando na nossa responsabilidade e no que fazer com isso.
Momentos de tensão absurdo. Pensamos em chamar o Bruno. A Ester só chorava e depois dava uma racionalizada meio surtada (acho que eram duas Ester). E na tensão master, alguém bate na porta, pede pra falar com a gente e eu acordo. Fim.
Bizarro, né?
Levei pra análise no dia seguinte de manhã.
E minha analista: "por que será que você sonhou com o Bruno?".
Ok, a psicanálise não serve para interpretar sonhos.
A interpretação que fica por minha conta: tenho que terminar de ler Crime e Castigo para ver como acaba a história desse maldito Raskolnikov. Não saber, me causa pesadelos...
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Sobre derrotas e sensações
[Estava respondendo a um email da Laura. E ela me escreveu contando do seu caso (que num ato falho escrevi caos) e o compara a perder a eleição do XI. E respondendo a ela, fiquei com a reflexão abaixo.]
A sua descrição do que ocorreu como a eleição do XI foi super forte. Lembrei de um monte de coisas por aqui. Um monte de sensações...
Tive um pouco disso nesse último final de semana com a Conferência de Segurança Pública. E fiquei na dúvida se deveria sofrer mais ou menos do que eu sofria no XI.
Isso porque, já calejada na vida, sofrer parece sempre exagerado e a tendência é diminuir o impacto que as coisas têm na nossa vida.
No entanto, quando a gente fazia movimento estudantil, perder a eleição significava a derrota de um projeto político de alcance limitado.
Perder a Conseg significa a derrota de um projeto político de segurança pro país. É muito mais importante, mais relevante, merecia ser mais forte.
Mas fato é que doeu bem menos.
E aí vou ter que concordar com meu pai quando fala do amadurecimento que vem com o tempo e só com o tempo.
E, mais madura, eu não me sinto menos radical, mas me sinto menos dramática, talvez.
Até porque são anos construindo um projeto político de país, que tem a ver com o ME e com o trabalho que é militante.
A sua descrição do que ocorreu como a eleição do XI foi super forte. Lembrei de um monte de coisas por aqui. Um monte de sensações...
Tive um pouco disso nesse último final de semana com a Conferência de Segurança Pública. E fiquei na dúvida se deveria sofrer mais ou menos do que eu sofria no XI.
Isso porque, já calejada na vida, sofrer parece sempre exagerado e a tendência é diminuir o impacto que as coisas têm na nossa vida.
No entanto, quando a gente fazia movimento estudantil, perder a eleição significava a derrota de um projeto político de alcance limitado.
Perder a Conseg significa a derrota de um projeto político de segurança pro país. É muito mais importante, mais relevante, merecia ser mais forte.
Mas fato é que doeu bem menos.
E aí vou ter que concordar com meu pai quando fala do amadurecimento que vem com o tempo e só com o tempo.
E, mais madura, eu não me sinto menos radical, mas me sinto menos dramática, talvez.
Até porque são anos construindo um projeto político de país, que tem a ver com o ME e com o trabalho que é militante.
Sobre a primeira Conferência Nacional de Segurança Pública
A primeira Conferência Nacional de Segurança Pública aconteceu no último final de semana.
Ali em Brasília, estavam reunidos milhares de pessoas entre sociedade civil, trabalhadores da segurança e gestores da área.
Com as milhares de pessoas, milhares de intenções, de desejos e de expectativas.
No final, apenas 10 princípios e 40 diretrizes.
No saldo, a sensação de trabalho cumprido e muitas frustrações.
A Conseg foi um momento político único que trouxe o debate de segurança pública para o primeiro plano. Mais do que isso, trouxe o debate para o plano da segurança pública.
E isso é mesmo muita coisa. Para quem conhece e entende as dinâmicas das polícias, vai entender o que estou dizendo.
E não só para as polícias, mas a realização da Conseg obrigou um monte de gente a pensar sobre o tema. É aí que entram os movimentos sociais historicamente distantes do assunto, criminalizados constantemente, mas com uma cultura participativa constante.
E fomos todos à Conferência.
E os resultados dessa participação foram desastrosos para quem, como eu, trabalha e milita na área.
Os princípios e diretrizes aprovados na Conseg refletiram uma segurança pública que deve continuar pautada na repressão e em questões corporativistas.
Até entendo os trabalhadores da área que, aproveitando a primeira oportunidade de consolidar suas pautas, valorizar sua profissão e transformar sua realidade, tinham pleitos essencialmente relacionados a suas questões trabalhistas e corporativas, quando não eram competitivos entre eles.
Agora, acho lamentável que a sociedade civil tenha embarcado nessa onda e tenha referendado esse modelo de segurança.
E isso porque não se tratava da sociedade em geral, mas estou falando de sociedade civil organizada, os militantes de movimentos sociais e suas diversas causas: mulheres, jovens, negros, LGBTs, pessoas com deficiência, enfim.
O lance é que esses movimentos estavam todos lá representados pleiteando, juntos, mais repressão.
Suas pautas eram também corporativistas, por assim dizer: movimento LGBT pleiteando a criminalização das condutas homofóbicas; movimento feminista pleiteando cumprimento da Lei Maria da Penha; movimento de idosos pleiteando delegacias especializadas.
Controle da atividade policial, redução da letalidade policial, propostas de matriz curricular para formação de trabalhadores de segurança, construção da cultura de paz, participação na formulação da política de segurança, etc - temas essenciais para uma reformulação do modelo (que não tem dado certo! Alô!!!) existente, quem tinha era somente as pessoas da sociedade historicamente engajadas com o tema. Uns tantos pesquisadores, alguns gestores, pouco trabalhadores.
E aí que a segurança que escolhemos na Conseg foi essa aí que deseja a polícia penal para ter mais polícia na rua (que polícia?, ninguém quer se perguntar); que deseja mais crimes no Código Penal; que quer que as guardas municipais também andem armadas fazendo policiamento ostensivo; que entende que política de segurança se faz mesmo com direito penal, polícia, delegacias especializadas e prisão (imaginando que criminalizar uma conduta, criar uma delegacia para um público específico, botar mais gente na cadeia vai mesmo mudar uma sociedade...).
Desastroso resultado.
Saí triste da Conferência. E estou triste até agora.
E aí eu fico mesmo me perguntando se vale a pena consultar a sociedade sobre o tema da segurança.
Eu me lembrei muito do que aconteceu com o referendo do desarmamento em 2005. Vocês se lembram?
Para mim, era mais do que lógico - e absolutamente ilógico alguém discordar disso - que acabar com o comércio de armas de fogo no país é essencial para a redução da letalidade, ou seja, conforma uma política de segurança pública não pautada na repressão, mas na prevenção.
Mas aí vem a consulta pública e o resultado é o não. O país não quer acabar com o comércio de armas de fogo, ainda que diga querer parar de contar seus mortos.
Vai entender?!
Inúmeras justificativas para essa derrota de 2005.
Outras tantas para a derrota de 2009.
Eu fico com uma: com segurança não se brinca. E, infelizmente, quando a insegurança é um sentimento constante das pessoas (muito mais pelo medo do crime do que pela vitimização propriamente), não há racionalidade que resista. O povo quer repressão. E ponto.
É preciso entender, no entanto, que as estratégias puramente repressivas não têm funcionado em todos esses anos.
Se quisermos segurança mesmo, de fato e não só de direito, vamos ter que pensar muito além do direito penal, das polícias e dos presídios.
É o que eu tenho feito.
Alguém mais se habilita?
Ali em Brasília, estavam reunidos milhares de pessoas entre sociedade civil, trabalhadores da segurança e gestores da área.
Com as milhares de pessoas, milhares de intenções, de desejos e de expectativas.
No final, apenas 10 princípios e 40 diretrizes.
No saldo, a sensação de trabalho cumprido e muitas frustrações.
A Conseg foi um momento político único que trouxe o debate de segurança pública para o primeiro plano. Mais do que isso, trouxe o debate para o plano da segurança pública.
E isso é mesmo muita coisa. Para quem conhece e entende as dinâmicas das polícias, vai entender o que estou dizendo.
E não só para as polícias, mas a realização da Conseg obrigou um monte de gente a pensar sobre o tema. É aí que entram os movimentos sociais historicamente distantes do assunto, criminalizados constantemente, mas com uma cultura participativa constante.
E fomos todos à Conferência.
E os resultados dessa participação foram desastrosos para quem, como eu, trabalha e milita na área.
Os princípios e diretrizes aprovados na Conseg refletiram uma segurança pública que deve continuar pautada na repressão e em questões corporativistas.
Até entendo os trabalhadores da área que, aproveitando a primeira oportunidade de consolidar suas pautas, valorizar sua profissão e transformar sua realidade, tinham pleitos essencialmente relacionados a suas questões trabalhistas e corporativas, quando não eram competitivos entre eles.
Agora, acho lamentável que a sociedade civil tenha embarcado nessa onda e tenha referendado esse modelo de segurança.
E isso porque não se tratava da sociedade em geral, mas estou falando de sociedade civil organizada, os militantes de movimentos sociais e suas diversas causas: mulheres, jovens, negros, LGBTs, pessoas com deficiência, enfim.
O lance é que esses movimentos estavam todos lá representados pleiteando, juntos, mais repressão.
Suas pautas eram também corporativistas, por assim dizer: movimento LGBT pleiteando a criminalização das condutas homofóbicas; movimento feminista pleiteando cumprimento da Lei Maria da Penha; movimento de idosos pleiteando delegacias especializadas.
Controle da atividade policial, redução da letalidade policial, propostas de matriz curricular para formação de trabalhadores de segurança, construção da cultura de paz, participação na formulação da política de segurança, etc - temas essenciais para uma reformulação do modelo (que não tem dado certo! Alô!!!) existente, quem tinha era somente as pessoas da sociedade historicamente engajadas com o tema. Uns tantos pesquisadores, alguns gestores, pouco trabalhadores.
E aí que a segurança que escolhemos na Conseg foi essa aí que deseja a polícia penal para ter mais polícia na rua (que polícia?, ninguém quer se perguntar); que deseja mais crimes no Código Penal; que quer que as guardas municipais também andem armadas fazendo policiamento ostensivo; que entende que política de segurança se faz mesmo com direito penal, polícia, delegacias especializadas e prisão (imaginando que criminalizar uma conduta, criar uma delegacia para um público específico, botar mais gente na cadeia vai mesmo mudar uma sociedade...).
Desastroso resultado.
Saí triste da Conferência. E estou triste até agora.
E aí eu fico mesmo me perguntando se vale a pena consultar a sociedade sobre o tema da segurança.
Eu me lembrei muito do que aconteceu com o referendo do desarmamento em 2005. Vocês se lembram?
Para mim, era mais do que lógico - e absolutamente ilógico alguém discordar disso - que acabar com o comércio de armas de fogo no país é essencial para a redução da letalidade, ou seja, conforma uma política de segurança pública não pautada na repressão, mas na prevenção.
Mas aí vem a consulta pública e o resultado é o não. O país não quer acabar com o comércio de armas de fogo, ainda que diga querer parar de contar seus mortos.
Vai entender?!
Inúmeras justificativas para essa derrota de 2005.
Outras tantas para a derrota de 2009.
Eu fico com uma: com segurança não se brinca. E, infelizmente, quando a insegurança é um sentimento constante das pessoas (muito mais pelo medo do crime do que pela vitimização propriamente), não há racionalidade que resista. O povo quer repressão. E ponto.
É preciso entender, no entanto, que as estratégias puramente repressivas não têm funcionado em todos esses anos.
Se quisermos segurança mesmo, de fato e não só de direito, vamos ter que pensar muito além do direito penal, das polícias e dos presídios.
É o que eu tenho feito.
Alguém mais se habilita?
sábado, 22 de agosto de 2009
Sobre política e apolíticos
No último domingo, meu pai veio aqui em casa e comentou que o Estadão tinha noticiado que o Sarney tinha uns apartamentos num prédio na minha rua. E ele fala isso e vai olhar a janela: e é esse prédio bem aqui em frente ao meu.
Desde então, a Ester, o Bruno e outros amigos estão na campanha para colocarmos uma faixa aqui na janela, com um Fora Sarney.
Ainda não colocamos a faixa.
Agora há pouco, estou aqui em casa estudando e começo a ouvir apitos e gritos em frente ao prédio. É um ato, com umas cem pessoas (segundo a minha contagem), pedindo o Fora Sarney.
Não desci pro ato, mas fotografei.
E estava curtindo olhar tudo daqui de cima:
"ão, ão, ão, fora bigodão!"
"este aaaato não é secretoooo"
"este apartamento é nossoooo"
E por aí vai, com direito a caras pintadas e hino nacional.
E eu fiquei pensando se não ia pedir para eles me emprestarem uma faixa pra deixar aqui pendurada na janela até a próxima semana quando eles prometem voltar.
Então chega a hora do discurso. Eu estava tentando entender quem eram aquelas pessoas, até que o cara no alto-falante diz todo orgulhoso que ali não tinha partido político.
Broxei na hora.
Eu tenho mesmo preguiça da galera que se orgulha de não ser da política.
Pre-gui-ça.
Ótimo, então, se a galera que está num ato pela moralidade na política, pedindo a cabeça do presidente do Senado, tem desprezo pela política, eu fico me perguntando que raios de transformação política essa gente espera?
Sério mesmo.
Será que eles querem mudar os rumos da política nacional via ONGs?
Por favor, né!
Partidos políticos têm vários por aí. Para todos os gostos. Se nenhum te contentar, você pode sempre tentar fundar um novo.
Agora se orgulhar de não fazer política?!?!
Não dá.
Tá descontente, tome os rumos do processo. Ativamente.
Entre pra política ou pelo menos saiba em quem você vota, acompanhe o mandato de seu vereador, deputado, senador, participe de audiências públicas, tenha uma causa.
Agora, só vir aqui fazer um ato apolítico pela moralidade na política não resolve nada.
Se for um começo, beleza.
Se for tudo o que você vai fazer, pode ficar mandando correntes pela internet que você vai transformar mais o mundo.
E fora Sarney!
As fotos:

Desde então, a Ester, o Bruno e outros amigos estão na campanha para colocarmos uma faixa aqui na janela, com um Fora Sarney.
Ainda não colocamos a faixa.
Agora há pouco, estou aqui em casa estudando e começo a ouvir apitos e gritos em frente ao prédio. É um ato, com umas cem pessoas (segundo a minha contagem), pedindo o Fora Sarney.
Não desci pro ato, mas fotografei.
E estava curtindo olhar tudo daqui de cima:
"ão, ão, ão, fora bigodão!"
"este aaaato não é secretoooo"
"este apartamento é nossoooo"
E por aí vai, com direito a caras pintadas e hino nacional.
E eu fiquei pensando se não ia pedir para eles me emprestarem uma faixa pra deixar aqui pendurada na janela até a próxima semana quando eles prometem voltar.
Então chega a hora do discurso. Eu estava tentando entender quem eram aquelas pessoas, até que o cara no alto-falante diz todo orgulhoso que ali não tinha partido político.
Broxei na hora.
Eu tenho mesmo preguiça da galera que se orgulha de não ser da política.
Pre-gui-ça.
Ótimo, então, se a galera que está num ato pela moralidade na política, pedindo a cabeça do presidente do Senado, tem desprezo pela política, eu fico me perguntando que raios de transformação política essa gente espera?
Sério mesmo.
Será que eles querem mudar os rumos da política nacional via ONGs?
Por favor, né!
Partidos políticos têm vários por aí. Para todos os gostos. Se nenhum te contentar, você pode sempre tentar fundar um novo.
Agora se orgulhar de não fazer política?!?!
Não dá.
Tá descontente, tome os rumos do processo. Ativamente.
Entre pra política ou pelo menos saiba em quem você vota, acompanhe o mandato de seu vereador, deputado, senador, participe de audiências públicas, tenha uma causa.
Agora, só vir aqui fazer um ato apolítico pela moralidade na política não resolve nada.
Se for um começo, beleza.
Se for tudo o que você vai fazer, pode ficar mandando correntes pela internet que você vai transformar mais o mundo.
E fora Sarney!
As fotos:

Sobre meditação
Quando eu voltei de viagem, ele chegou com uma orquídea.
Uma orquídea nova para morar na minha casa.
Alta, florida, rosa e branca e até cheirosa.
E com a minha nova orquídea, vieram as instruções de cuidados e um monte de certezas.
As certezas do dia-a-dia que merecem ser reafirmadas todos os dias.
E é o que a gente tem feito no todo dia dos nossos dias.
Porque ele sabe, e eu sei, e a gente sabe que é ali onde moram as certezas.
E as dúvidas. E os medos...
Mas a gente resolveu mesmo apostar nas certezas.
Nas verdades provisórias.
Até quando a gente puder.
E tomara que a gente possa por muito e muito tempo.
Voltando ao amor, ao sorriso e à flor.
Porque, de verdade mesmo, eu acredito.
Uma orquídea nova para morar na minha casa.
Alta, florida, rosa e branca e até cheirosa.
E com a minha nova orquídea, vieram as instruções de cuidados e um monte de certezas.
As certezas do dia-a-dia que merecem ser reafirmadas todos os dias.
E é o que a gente tem feito no todo dia dos nossos dias.
Porque ele sabe, e eu sei, e a gente sabe que é ali onde moram as certezas.
E as dúvidas. E os medos...
Mas a gente resolveu mesmo apostar nas certezas.
Nas verdades provisórias.
Até quando a gente puder.
E tomara que a gente possa por muito e muito tempo.
Voltando ao amor, ao sorriso e à flor.
Porque, de verdade mesmo, eu acredito.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Sobre o cachorro louco
Então que é agosto e agosto é o mês do cachorro louco.
Até investi no google pra descobrir que raios o cachorro tem a ver com agosto, mas as respostas foram tantas e tão diferentes que não vale o registro.
Mas o que é relevante é que eu, mística que não sou, obviamente incorporei a onda de má sorte do mês.
Voltei de férias não faz nem uma semana, detalhe.
E minhas férias foram uma delícia e funcionaram bem para deixar toda a vida normal "em suspense", mas aí que eu volto e tudo volta ao normal, ou ao caos de sempre.
O trabalho acumulado e bagunçado - quem mandou deixar tudo por 15 dias? - e no escritório os computadores decidem fazer a revolução.
Saldo: vírus em várias máquinas, um troço muito importante que movimenta a rede queimado, a fonte do computador do estagiário frita e o notebook da estagiária que se decidiu pelo game over.
Tudo isso em 2 dias.
Mas para quem tá achando que é muito, eu tenho que dizer que não é só.
Porque em 3 dias, eu bati o meu carro 2 vezes. Sério mesmo.
A primeira, culpa minha.
A seguradora me pergunta: a senhora acredita que é a responsável pelo acidente?
E eu: totalmente.
E estou tentando convencer o seguro de que eu não preciso registrar um B.O. do meu caso porque eu estou ligando e assumindo a responsabilidade e o seguro tem que acreditar em mim que sou a segurada. Até porque eu não acho razoável ter que ir até a delegacia (não tem B.O. online nesses casos) incomodar a autoridade policial com o meu acidente de trânsito sem vítimas e sem polêmica.
E pior ainda porque quem tem que registrar o B.O., no caso, é o proprietário do outro carro, porque eu não posso narrar sozinha os danos sofridos por ele.
E se não bastasse o sujeito ter tido o seu carro albarroado por uma cidadã que atravessou o cruzamento sem olhar, ele ainda tem que passar horas na delegacia esperando que o delegado de plantão registre a sua ocorrência. Não dá, né?
Ainda não convenci, mas sigo tentando.
Mas se é fato que eu cruzei o cruzamento pensando que o amarelo piscante, que indica que eu não estava na preferencial, era só o semáforo ficando amarelo (e quando eu contei isso, minha chefe: "você estava alcoolizada? Não respondi), pelo menos tenho que dizer em meu favor que sou uma culpada bacana.
Assumo minha responsabilidade integralmente, faço todo o procedimento burocrático o mais rápido possível e ainda mando flores como pedido de desculpas (ok, essa ainda não fiz, mas pensei seriamente. É que todo mundo achou meio over...).
E o mais curioso é que na hora do acidente, eu fiquei tão arrasada com a minha distração e tão sentida pelo ocorrido, que o Luís (o proprietário do outro veículo) ficou mais preocupado comigo do que com os danos do carro dele.
Isso tudo foi na madrugada de sábado para domingo.
E na terça de manhã, indo para a análise, um sujeito bate no meu carro. Aí, a culpa era dele.
Quando ele me entrega o cartão: Luís.
Quase dei risada.
3 dias, 2 acidentes de carro com 2 Luíses.
Meio over, vai...
E então estou por aqui curtindo a onda de má sorte e quando chego em casa, o porteiro pede para falar comigo.
Pensamento: meu apê pegou fogo ou inundou (lembrei do meu caso de Paris que um dia eu conto aqui), ou ele vai seguir contando toda os dramas da sua vida amorosa de recém separado)...
Mas não!
Ele só queria me dizer que estava muito tempo para me falar que ele acha impressionante o fato de que eu sou uma mulher muito bonita e muito simpática, porque ele acha que as mulheres bonitas são em geral metidas e antipáticas. E ele terminou dizendo que eu devo continuar assim porque a minha simpatia será recompensada.
Gerson, ou melhor, Deus, cadê a recompensa?!?!
Até investi no google pra descobrir que raios o cachorro tem a ver com agosto, mas as respostas foram tantas e tão diferentes que não vale o registro.
Mas o que é relevante é que eu, mística que não sou, obviamente incorporei a onda de má sorte do mês.
Voltei de férias não faz nem uma semana, detalhe.
E minhas férias foram uma delícia e funcionaram bem para deixar toda a vida normal "em suspense", mas aí que eu volto e tudo volta ao normal, ou ao caos de sempre.
O trabalho acumulado e bagunçado - quem mandou deixar tudo por 15 dias? - e no escritório os computadores decidem fazer a revolução.
Saldo: vírus em várias máquinas, um troço muito importante que movimenta a rede queimado, a fonte do computador do estagiário frita e o notebook da estagiária que se decidiu pelo game over.
Tudo isso em 2 dias.
Mas para quem tá achando que é muito, eu tenho que dizer que não é só.
Porque em 3 dias, eu bati o meu carro 2 vezes. Sério mesmo.
A primeira, culpa minha.
A seguradora me pergunta: a senhora acredita que é a responsável pelo acidente?
E eu: totalmente.
E estou tentando convencer o seguro de que eu não preciso registrar um B.O. do meu caso porque eu estou ligando e assumindo a responsabilidade e o seguro tem que acreditar em mim que sou a segurada. Até porque eu não acho razoável ter que ir até a delegacia (não tem B.O. online nesses casos) incomodar a autoridade policial com o meu acidente de trânsito sem vítimas e sem polêmica.
E pior ainda porque quem tem que registrar o B.O., no caso, é o proprietário do outro carro, porque eu não posso narrar sozinha os danos sofridos por ele.
E se não bastasse o sujeito ter tido o seu carro albarroado por uma cidadã que atravessou o cruzamento sem olhar, ele ainda tem que passar horas na delegacia esperando que o delegado de plantão registre a sua ocorrência. Não dá, né?
Ainda não convenci, mas sigo tentando.
Mas se é fato que eu cruzei o cruzamento pensando que o amarelo piscante, que indica que eu não estava na preferencial, era só o semáforo ficando amarelo (e quando eu contei isso, minha chefe: "você estava alcoolizada? Não respondi), pelo menos tenho que dizer em meu favor que sou uma culpada bacana.
Assumo minha responsabilidade integralmente, faço todo o procedimento burocrático o mais rápido possível e ainda mando flores como pedido de desculpas (ok, essa ainda não fiz, mas pensei seriamente. É que todo mundo achou meio over...).
E o mais curioso é que na hora do acidente, eu fiquei tão arrasada com a minha distração e tão sentida pelo ocorrido, que o Luís (o proprietário do outro veículo) ficou mais preocupado comigo do que com os danos do carro dele.
Isso tudo foi na madrugada de sábado para domingo.
E na terça de manhã, indo para a análise, um sujeito bate no meu carro. Aí, a culpa era dele.
Quando ele me entrega o cartão: Luís.
Quase dei risada.
3 dias, 2 acidentes de carro com 2 Luíses.
Meio over, vai...
E então estou por aqui curtindo a onda de má sorte e quando chego em casa, o porteiro pede para falar comigo.
Pensamento: meu apê pegou fogo ou inundou (lembrei do meu caso de Paris que um dia eu conto aqui), ou ele vai seguir contando toda os dramas da sua vida amorosa de recém separado)...
Mas não!
Ele só queria me dizer que estava muito tempo para me falar que ele acha impressionante o fato de que eu sou uma mulher muito bonita e muito simpática, porque ele acha que as mulheres bonitas são em geral metidas e antipáticas. E ele terminou dizendo que eu devo continuar assim porque a minha simpatia será recompensada.
Gerson, ou melhor, Deus, cadê a recompensa?!?!
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